(Conheço um velho ditado que é do tempo do zagais, diz que um pai trata dez filho, dez filho não trata um pai. Sentindo o tempo dos anos sem pode mais trabalhar, o velho pião estradeiro com seu filho foi morar, o rapaz era casado e a muie deu de imprica, ou se manda o veio embora se não quiser que eu vá, o rapaz coração duro, com o velhinho foi falar.)
Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir, hoje aqui da minha casa, o senhor tem que sair.
Leve esse coro de boi, que eu acabei de curtir, pra lhe servir de coberta, adonde o senhor dormir.
O pobre veio calado, pegou ocoro e saiu, seu neto de 8 anos, que aquela cena assistiu, correu atras do avo, seu paleto sacudiu, metade daquele coro, chorando ele pediu.
O velhinho comovido, pra não ve o neto chorando, partiu o coro no meio e pro netinho foi dando.
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe peguntando, pra que voce quer esse couro, que seu avo ia levando.
Disse o menino ao pai, um dia vou me casar, o senhor vai ficar velho e comigo vem morar, pode ser que aconteça, de nois nao se combinar, essa metade de couro, vou da pro senhor levar.
atores: Cuba Gooding Jr., Ed Harris, Alfre Woodard , S. Epatha Merkerson , Brent Sexton
duração: 109 min
gênero: Drama
O filme denuncia a exclusão social que faz com que as pessoas que com necessidades especiais ou qualquer diferença fiquem à margem da sociedade e sejam vistas como alguém que cometeu um crime hediondo ou ainda que não tem a menor importância e capacidade. Baseada num personagem real, RÁDIO, que a princípio é alguém rejeitado, apesar de aparentemente feliz. Refletimos sobre a necessidade do ser humano de viver em sociedade, de ter amizades e oportunidade de se desenvolver na convivência com seus semelhantes apesar das diferenças.
Merece destaque que o feliz projeto de inserção social do personagem Rádio ter sido feito de maneira intuitiva e eficiente por um professor. E mais ainda: utilizando a comunicação e o esporte. O treinador (um professor de educação física) Harold Jones conversa com Rádio, mesmo quando este a principio não responde, o convida para trabalhar na escola, obriga seus alunos a respeitá-lo e afinal o matricula na escola e o coloca para falar na rádio escolar, lhe dando ferramentas para mostrar sua voz a todos. A sequência é inevitável, de excluído Rádio passa a herói, e de mero ajudante do professor ele se torna também um treinador. A cena final, mostrando as pessoas reais que inspiraram os personagens do filme, é belíssima, cheia de esperança.
No filme Harold revela que não queria repetir com Rádio um erro que cometeu ainda na sua infância: ao descobrir preso numa casa uma criança deficiente, que não podia brincar nem ir na escola (como tantos ainda hoje), ele simplesmente não fez nada. A maioria nós não faz nada, achando isso natural. Como professor, Harold tinha consciência que isto não é natural, todos merecem espaço na escola, merecem serem vistos e respeitados e podem, se quiserem, dar o seu recado, mostrar a sua voz na rádio, no conselho, no jornal, no grêmio, nas assembleias, no recreio... É um manifesto pela inclusão e a igualdade de direitos.
O planejamento pedagógico em tempos de educomunicação
Começo de ano é também o começo da jornada pedagógica para milhares de pais, alunos e professores. Se de um lado os pais se entregam ao cansativo e dispendioso processo de matrícula, compra de material escolar etc, os professores iniciam o trabalhoso processo de planejamento pedagógico. E planejar o trabalho pedagógico é, de todos, o mais significativo momento do processo educacional.
Nesse momento, é fundamental ter em mente o papel das Salas de Informática-SI como ambientes tecnológicos de aprendizagem colaborativa; dos computadores em rede, como poderosas ferramentas pedagógicas, e das Tecnologias da Informação e Comunicação-TIC como auxiliares na formação crítica e participativa do sujeito social.
Assim, ao se prepararem para o planejamento, ou para a elaboração do Projeto Político Pedagógico-PPP da escola, a comunidade pedagógica (professores, gestores e técnicos) deve, por dever de ofício, estar atenta para o papel da Informática no processo de construção de conhecimentos.
Nesse cenário, destacamos os Blogues como um dos catalisadores do processo educativo, graças a sua versatilidade e possibilidades multi-inter-transdiciplinares. Mas, ao contrário do que muitos pensam, os blogues não são ferramentas de educação. Os blogues são ferramentas de educomunicação, ou seja, os blogues são formas de educar através de recursos multimidiáticos capazes de integrar a formação escolar, baseada em conteúdos disciplinares, com uma proposta de reflexão e intervenção social a partir da análise, produção e socialização da informação.
Planejar resistindo à modernidade
Para usar os blogs nessa perspectiva é preciso, antes de tudo, que o educador abandone a práxis tradicional e amplie seus horizontes conceituais e didático-pedagógicos. É necessário desenvolver novas habilidades e competências para empregar as TIC na transmissão de conteúdos de sua disciplina. Entretanto, durante a formação inicial a Academia não ofereceu formação nessa área, e muitos professores tendem a manifestar uma certa resistência à essa ferramenta. E à mudança comportamental que ela exige...
Talvez por isso muitos professores considerem o planejamento pedagógico como uma obrigação anual onde devem, apenas, preencher um documento exigido pela direção da escola. E em muitos casos ele é uma cópia do anterior.
Todo planejamento é um trabalho de reflexão e de elaboração de ações para resolver as dificuldades enfrentadas ou vindouras. Mas, ao voltar as costas para o potencial educomunicativo da Internet e das ferramentas virtuais de interação e criação de comunidades, como blogues, podcasts (rádio digital), Twitter, facebooks, por exemplo, o planejamento pedagógico da escola não somente mostra-se acrônico, defasado e deficitário de recursos, como também surdo e cego aos gritos e sinais da modernidade. Esse planejamento não atenderá aos objetivos da escola, não satisfará os alunos e nem contemplará as necessidades da sociedade do século XXI.
Todos os anos, aproveitamos o evento CAMPUS PARTY BRASIL para mostrar inovações no Programa Nas Ondas do Rádio.Este ano estaremos apresentando a proposta Agencia de Noticias Imprensa Jovem, um passo adiante no trabalho de cobertura que já realizamos a 5 anos. A proposta é dinamizar a cobertura utilizando várias midias para divulgar as matérias produzidas pelos alunos para o maior numero de pessoas.
A internet será nosso meio de divulgação. Estaremos trabalhando com Podcast, videocast, blog, twitter. As matérias deverão ser produzidas pelos alunos e preferencialmente publicadas no mesmo dia da cobertura. Por isso, teremos em cada dia do evento, alunos repórteres responsáveis pelas reportagens e outros pelas publicações.
Programação :
29/12/2009 - WORKSHOP CONTEUDO DA CAMPUS PARTY - 09H00 ÀS 12H00 (para alunos e professores participantes do Programa Nas Ondas do Rádio)
19/01/2010 - FORMAÇÃO AGENCIA DE NOTICIAS IMPRENSA JOVEM - COBERTURA CAMPUS PARTY 09H00 ÀS 15H00
25/01/2010 - COBERTURA 1ª EMEF CEU VILA ATLANTICA E 2ª EMEF ROBERTO MANGE
26/01/2010 - COBERTURA 1ª EMEF THEODOMIRO MONTEIRO AMARAL 2ª EMEF FRANCISCO REBOLO
28/01/2010 - COBERTURA 1ª EMEF PROF CARLOS PASQUALE E 2ª CEU AZUL DA COR DO MAR
29/01/2010 - COBERTURA 1ª EMEF PEDRO SHUNCK E 2ª EMEF TEODOMIRO TOLEDO PIZA
A Campus Party 2010 acontecerá no Centro de Convenções Imigrantes ao lado do metrô Jabaquara. Escolas da rede municipal estarão realizando a cobertura no periodo das 10h00 às 16h00.
Acabo de receber uma "intimidação" judicial, via e-mail, de uma advogada, (tipo cartas de escritório de cobrança) para que eu retire a postagem sobre a covardia de Maurício Savarese, que veio ao meu blog e fez ofensas impublicáveis à minha pessoa, anonimamente, por causa desta postagem aqui.
Não retiro uma vírgula, é minha opinião, nada nem ninguém vai me intimidar. A menos que me digam qual crime estou cometendo ao replicar a agressão de um pulha. Segue a "intimidação" judicial:
Prezado,
Tendo em vista a postagem efetuada no blog www.bodegacultural.com.br de sua autoria, na data so último dia 16 de dezembro, venho por meio deste notificar Vossa Senhoria para que no prazo máximo de 24 hrs (vinte e quatro horas), todo e qualquer material postado referente ao Sr. Maurício Savarese, seja devidamente retirado do ar, sob pena de serem tomadas as medidas judiciais cabíveis, haja vista a infração ao artigo 139 do código penal e artigo 5º, inciso X da Constituição Federal.
Em caso de dúvida entrar em contato no telefone 11-3224-0801
Kelly Regina Cinelli Advogada OAB/SP nº 276.571
Simples assim. Vejam o tamanho do poder que emana da pena da advogada da UOL. Senhora Kelly, estou disposto a negociar mediante pedido de desculpas de seu cliente. Vai mandar retirar meu blog do ar? Faço um milhão, já copiei todo o arquivo desta velha bodega. Vou pagar uma indenização milionária? Só se for com serviços prestados aqui na minha cidade, o que farei com muito prazer, mas lhe adianto que não tenho um puto no bolso, só a coragem e a dignidade de um nordestino (inegociáveis) disposto a digerir sua tentativa vã de me intimidar. Não é assim que se esfola um bode. Sabe o que é um bode? É o macho da cabra; cabrão, Pai-de-Chiqueiro. Uma boa conversa talvez me convença, armas não!
Este é um período explosivo. Ano marcado por brigas e desastres de todo tipo. Mais, ao mesmo tempo, é um ano grandioso, em que tudo é feito em ampla escala: as coisas boas e as coisas más não serão pequenas. Algumas pessoas farão grandes fortunas, outras perderão tudo. Não é um ano bom para especulações, elas podem voltar-se contra você. Não aja por impulso, os resultados poderão ser drasticos. Ano dificil para cultivar a diplomacia.
O filme apresenta vários aspectos interessantes, sobretudo para educadores. Vou destacar um de seus temas, o trabalho com projetos de leitura e escrita que ultrapassam o espaço escolar.
Educar é sempre um desafio. Uma profissão impossível, segundo Freud. A personagem Erin, interpretada por Hilary Swank, professora iniciante, descobre isto de muitas maneiras: pelos comentários dos colegas, as dificuldades para ensinar segundo a forma tradicional, as conversas que consegue ter com os alunos quando conquista sua confiança. Mas como responder a este desafio?
A resposta da personagem é incrivelmente simples, de certa forma uma adaptação de uma atividade comum nas escolas de antigamente, às vezes chamada de “Livro Dourado”. Erin trabalha com relatos biográficos escritos. E para motivar esta produção autoral, usa como motivadores livros com temas familiares aos alunos: drogas, prisão, preconceito, perseguição... Com destaque especial para o livro “Diário de Anne Frank.”.
Parece-me que o grande diferencial da professora no filme foi não ficar restrita ao mero ato de ler e escrever. Os alunos são chamados a participarem de passeios pedagógicos, o que nos lembra a “Aula Passeio” de Freinet, fazem dinâmicas de grupo, como a emocionante cena da“Linha que nos une”, precisando fazer pesquisas e digitar textos, consegue organizar uma sala de informática a partir de doações e finalmente motiva os alunos a unirem-se numa grande campanha para trazerem uma palestrante de outro país.
Segundo um texto que consultei na Internet,o estilo da personagem não é teatral, tal como os professores protagonistas dos filmes “O triunfo”, “Sociedade dos poetas mortos”, “Escola da vida”. Também não é autoritária como “Meu mestre, minha vida”, e nem experimentalista como é o professor Ross, do filme “A onda”. Seu estilo pedagógico está para o ensaísmo apaixonado, romântico, humanista, mas sem perder de vista a racionalidade do propósito educativo. Primeiro, ela tenta “dar aula” segundo manda o modelo tradicional, que não funciona com alunos indiferentes ao propósito da escola eminentemente ensinante. Uma aluna questiona pra que serve aprender tal conteúdo abstrato considerado inútil para melhorar sua vida real; outro dirá que o fato de ela ser professora “branca” não é suficiente para ele respeitá-la.
Na verdade, o filme com o qual “Escritores da Liberdade” mais facilmente pode ser comparado é o clássico “Ao Mestre com Carinho” com Sidney Pottier; mas tem como vantagem louvável o destaque que da ao trabalho realmente pedagógico com leitura e escrita, que não aparece no filme de 1966.
Como obra baseada em fatos reais, o filme consegue nos animar, ao mostrar coisas incríveis feitas por pessoas comuns, que enfrentam problemas semelhantes aos nossos. Mas merece registro o fato de a verdadeira Erin ter montado uma ong que replica sua metodologia. Será que a escola precisa sempre que um “terceiro”, um órgão especializado, entre nela com novas idéias? Será que os profissionais da escola, tal como fez a Erin, não podem ser mais autônomos e inovadores? Merece reflexão e estudo.