19 de setembro de 2006

Notícias de jornal : Educação de novo...

Notícias de jornal que chamaram minha atenção. Por sorte também recebi via e-mail! Reproduzo aqui:


JORNAL DA TARDE – 18/09/2006
Quando é que ‘iPod’?

Escolas criam regras específicas para o uso de aparatos digitais, que só são liberados no recreio

LOLA FELIX

Apesar de leves e discretos, aparelhos como o iPod e o telefone celular são considerados bagagem demais pelos professores e diretores de colégios. Quando eles estão ligados, dentro da sala de aula, eles se tornam objeto de desejo (de matar) do professor. Algumas escolas mais antenadas com os tempos modernos procuram falar sobre o assunto no horário de aula. O Colégio Lourenço Castanho, na Vila Nova Conceição, criou um conjunto de regras sobre todas as parafernálias eletrônicas, incluindo msn e orkut. O iPod é usado por 90% dos alunos do colégio, que podem ouvi-lo durante os intervalos. Alguns, inicialmente, ligavam o aparelho durante as aulas.
“O jovem vive com base no controle remoto. Ele consegue desligar tudo com rapidez. O iPod é uma maneira de ‘desligar’ o professor”, diz a coordenadora pedagógica do Lourenço Castanho, Rosemary Jimenez. Segundo pedagoga, ligar o aparelho na aula é também uma forma de transgredir regras sociais.
Sofia Olival, da 7ª e Gabriela Forjaz, da 8ª, tiveram sorte ao usarem o aparelho durante as aulas sem serem pegas em flagrante. Mas quem é pego ouvindo música durante a aula recebe advertência. A função, segundo Rosemary, é educar e não punir o aluno. “É importante educar o aluno para esta questão do público e do privado. A sala de aula é um ambiente público, ele não pode achar que tem mais privilégios do que o colega ao lado”, explica Rosemary. Fora da sala de aula, celular e iPod são liberados, mas educadores ainda vêem pontos negativos nisso. Usados de maneira isolada, os recursos de comunicação podem distanciar ainda mais os adolescentes uns dos outros. “Nesta fase delicada da vida, a convivência é natural e necessária ao desenvolvimento”, diz a coordenadora.
O colégio usa suas aulas de orientação educacional para discutir com os alunos o uso dos aparelhos nos momentos de convivência social. Alguns alunos, como Sofia, Gabriela, sua amiga Marjorie Samaha, da 7ª série, Carolina Guimarães, da 6ª e Felipe Moccia, da 8ª, dividem os fones com os amigos, o que diminui um pouco o isolamento social. Outros discutem músicas e bandas com os colegas.
No entanto, em alguns casos, o aluno pode estar querendo deixar aqueles fones de lado e se juntar à turma. “Se ele fica sozinho todos os intervalos, não se envolve em trabalhos, pode ser que os laços sociais estejam fracos”, diz Rosemary. Neste caso, o coordenadores entra em contato com a família. “Em muitos casos, pode ser apenas uma tristeza, mas em outros, pode indicar problemas na dinâmica familiar.”

JORNAL DA TARDE – 18/09/2006
Cara a cara

Com Rosemary Jimenez, psicopedagoga

Todos estes recursos de comunicação mais ajudam ou atrapalham a vida dos educadores?

Não há uma resposta específica para esta pergunta, depende da maneira como eles são usados. É impossível pensar na educação sem o computador. A internet faz parte do universo escolar. Por outro lado, o uso exagerado do iPod, por exemplo, pode levar o aluno ao isolamento social. E a educação perde sua chance de ocupar um importante lugar na sociedade.

Como vocês controlam o uso destes aparelhos?

Com regras e através das aulas de orientação educacional. Nelas, questionamos aos alunos o porquê do uso do iPod em um momento social. Ele pode estar se sentindo isolado, por exemplo.

Qual a intenção quando se passa uma advertência ao aluno pelo uso inadequado do celular?

Educá-lo para a convivência pública. Os outros alunos também gostariam de conversar com os pais dentro da sala de aula, por que só ele atende o celular? Ele precisa entender que não é o mais importante.

Qual o problema no uso de sites e programas como o orkut e o MSN?

Eles são bons para o aluno mais tímido, que se sente à vontade para conversar com outras pessoas. No entanto, o aluno precisa compreender o que significa ética. A tela do computador pode ser um esconderijo para pessoas que pretendem falar o que querem sem medir conseqüências. Sem contar o isolamento que ele pode ocasionar.

JORNAL DA TARDE – 18/09/2006
Estou pagando!

Içami Tiba

No interiorzão do Mato Grosso, soube que há aluninhos que já não obedecem os professores e 'mandam' neles terminando tudo dizendo estas últimas palavras: 'Estou pagando!' Mas isso ocorre em todo o Brasil, mesmo em São Paulo...
Nesta
frase existe um preconceito de superioridade, uma exigência e uma imensa falta de educação, de preparo para a vida. Hoje vou falar somente do preconceito da superioridade. Em qualquer lugar do mundo sempre vamos encontrar pessoas no mesmo nível, acima ou abaixo de nós. Depende do critério escolhido. O mais forte (rico, culto, famoso, etc) não pode se considerar superior ao mais fraco. Merece nossa admiração pelo seu desenvolvimento. Nada é de graça. Ao mais fraco, vamos ajudá-lo e ao igual vamos nos associar. São três os verbos do bem: admirar, ajudar e associar. Um aluninho não pode se sentir superior ao professor porque é mais rico do que ele. O pai dele é o rico, não ele. Ele já está demonstrando a tirania do poder. Se nada mudar, que tipo de cidadão será ele? O professor, em classe, está acima do aluninho, mas não lhe é superior. O aluninho está no nível abaixo que ele e nem por isso é inferior. Um existe em função do outro. Não existe aluno sem professor e vice versa. Assim como não existe rico se não houver pobre e vice-versa. O aluno vai para a escola porque precisa do professor. É neste critério que ambos tem de ser avaliados, e não deslocando para a área financeira. O grande problema é este deslocamento de critérios para usar o poder em benefício próprio. Um milionário morrendo afogado pode ser salvo por um bombeiro que é pobre. De nada adianta a riqueza toda no meio do afogamento?

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