27 de março de 2007

Amanhã sem classes

Recebi um e-mail com a seguinte notícia:

26 de Março de 2007


Debate sobre qualidade da educação brasileira está no caminho errado

Alan Meguerditchian





"É preciso aumentar o salário dos professores". "A educação no Brasil não vai melhorar enquanto não forem destinados mais recursos para as escolas". "Temos que informatizar nossas escolas". "É imprescindível que os professores façam cursos para se atualizarem". Todos esses clamores de políticos, órgãos de imprensa, educadores, pais e muitos outros já podem ser considerados senso comum, com pouco valor empírico e que quase nada ajudam o Brasil a sair da situação educacional grave na qual se encontra. (em inteiro em: http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=8ffa291a0af470100140984b48fce188 )


Respondi chamando atenção para a fonte da notícia - uma ong ligado a Gilberto Dimenstein. Parece-me que as ongs em geral (e esta em particular) têm grande interesse em abocanhar as enormes verbas da educação e muitos especialistas (aqueles que concordam com o estudo citado na reportagem acima) acham que a má qualidade da educação é puramente um problema de gestão - Algumas ongs tb têm interesse em assumir esta gestão.


Para mim é óbvio que só salário não vai melhorar a educação. Ganhar mais nunca foi garantia de felicidades, basta vermos os altos salários de nossos políticos, que quase sempre só nos dão tristezas.

Pagar melhor para os professores e demais funcionários das escolas é uma questão de justiça - Uma remuneração adequada à responsabilidade.

Em todos os países que alcançaram sucesso com a educação (sem excessão - mas cito aqui a Coréia e a Finlândia) o progresso começou com o aumento dos salários, o que aumentou a procura de jovens pela profissão educador e, por consequência, fez com que os melhores fossem selecionados.

Mas só isto não basta. É preciso organização. Mas com certeza esta organização não deve ficar nas mãos de "particulares" com interesses duvidosos como a ong Aprendiz. Qual a ideologia por trás destes grupos? Por que, por exemplo, o estudo citado desqualifica as aulas de informática? Que tipo de jovens eles querem? - Creio que eles não primam pela verdadeira inclusão que é a participação política dos jovens, a formação humana ampla e autônoma que estes jovens precisam ter para construírem outro amanhã. Uma amanhã sem classes.


Sugiro leitura de um bom texto sobre gestão educacional. O autor é Vitor Paro (que de vez em quando tb é citado no site do Aprendiz) :
http://www.escoladegestores.inep.gov.br/downloads/artigos/gestao_da_educacao/a_gestao_da_educacao_vitor_Paro.pdf




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