27 de maio de 2006

NÃO LEIA ESTE TEXTO

Reproduzo o texto abaixo pq ele me lembrou o final do primeiro Matrix, com sua forte mensagem libertário. Também acho ser possível compará-lo com um texto de Dostoievsky, que encontrei no já citado livro Vivendo Valores na Escola (bem conservador, mas com algumas ótimas idéias).

retiro de: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=671728&tid=2466647671405260825&start=1

NÃO LEIA ESTE TEXTO 26/05/2006 05:45 por Anderson
Eu estou chegando até você, em suas mãos como quem não quer nada, mas na verdade estou querendo tudo. Eu não te quero mais ver preso, atrás de grades, dentro de caminhos que criaram para ti. Não agüento mais te ver com passos robotizados, caminhando inocentemente em direção ao moedor de carne que apagará seus sonhos, teu sorriso e todo resto de vida que havia em você.

É... Eu admito... Eu sofro de autoritariofobia, sistemofobia, desobediência e Anarquia.
Daí você vai começar a sonhar, a imaginar um mundo livre, feito por pessoas felizes, que cooperam entre si, que se tratam como irmão. Um mundo sem violência, onde todo mundo faça o que queira, trabalhe no que goste, na hora e período que desejar e onde todos tenham direito a tudo na sociedade.

Daí você começa a pensar que esse pode se tornar realidade, vai querer lutar pra ver as pessoas felizes, vai praticar sem querer o companheirismo e a solidariedade.

Nesse ponto já não adianta mais procurar um médico, um padre, um patrão ou um delegado de polícia. A Anarquia já terá tomado conta de seu corpo e você será um ser humano vivo e livre, no meio de maquinas, atuando como uma ferrugem ácida e cumprindo o destino de transformá-las em seres livres, como você acabou de se tornar.

Adaptado do panfleto original da
JUVENTUDE LIBERTÁRIA – Santo André / São Paulo – Dez/90
Leia e passe a frente.



Mas não se preocupe, são moléstias e doenças que não fazem mal, muito pelo contrário, são ótimas vacinas que criam anticorpos contra a submissão, a obediência, auto-castração, a morte em vida e outros males.

O único “problema” é que são contagiosas.

E mesmo que você não perceba, que jogue esse texto no lixo, imprima-o e use no banheiro, faça aviãozinho, não tem mais jeito; você já foi contagiado. Você já tinha uma centelha de desobediência, de teimosia; já tinha todo o campo fertilizado, preparado para a anarquia, a prova disso foi você ter desobedecido ao aviso do título e ter lido o texto.

Agora é tarde, já existe uma sementinha de anarquia e ferrugem em você. Em alguns ela se manifesta em todo seu potencial, em outros vai se proliferando com o tempo, passado pelos órgãos, mas quando chega no coração... É fatal!

Agora que já leu mesmo; de doente pra doente, pra te ajudar, vou descrever os sintomas que vai sentir:

Primeiro você vai começa a pensar e vai olhar o mundo com outros olhos, com olhos críticos, segundo o seu ponto de vista. Depois você vai enxergar as grades sociais, o sistema de vida que joga gente na fossa, faz milhões morrerem de fome e frio debaixo das pontes e que ao mesmo tempo coloca uns em mansões, nos carrões de ultimo tipo, etc...

Depois você vai olhar para sua vida, vai perceber que seu trabalho, a escola, sua rotina, são cúmplices de todas atrocidades e injustiças desse mundo em que vivemos.

"Sonho de Um Homem Estranho "

"E de repente, quase sem notar, eu me vi cm outra terra, envolto numa luz do sol brilhante, tão bela como um paraíso... O mar calmo, cor de esmeralda, esparramava-se suavemente sobre a praia, abraçando-a com um amor manifesto, aparente, quase consciente. Havia árvores altas e lindas, na mais esplêndida florescência, e suas incontáveis folhas me davam boas-vindas com seu murmúrio gentil e suave, como se estivessem sussurrando palavras de amor. O gramado brilhava com suas dores perfumadas c pássaros, sem medo algum, pousavam cm meus ombros, batendo alegremente suas asas. Fiquei conhecendo as pessoas daquela terra felix. Klas vieram a mim, me cercaram, me abraçaram. Como eram belas. Jamais vira tal beleza no ser humano. Ta l vê x apenas nos nossos rccém-nascidos fosse possível encontrar um reflexo remoto daquela belexa. Os olhos eram preenchidos de brilho resplandecente. Seus rostos irradiavam inteligência c um tipo de consciência que alcançava tranquilidade e alegria. A felicidade inocente soava nas palavras e nas vozes dos homens. Eles não tinham quaisquer desejos c eram serenos: sabiam como viver, e eu entendi isto... Eram cheios de vida e alegres. Passeavam por seus maravilhosos bosques, cantavam canções adoráveis, viviam de alimentos leves, das frutas de suas árvores, do mel de suas florestas, do leite dos animais que os amavam. Eles trabalhavam pouco e de forma leve para obter alimentos e roupas. Eram dotados de amor. Alcgravam-se com seus rccém-nascidos como novos participantes de sua felicidade. Nunca discutiam c não havia ciúmes; nem mesmo entendiam o que essas coisas significavam. Não havia realmente quaisquer doenças entre eles, embora houvesse a morte. No entanto, seus idosos faleciam, suavemente, como se fossem dormir, cercados de homens que se despediam deles e os abençoavam; e eles partiam acompanhados por sorrisos serenos. Nessas ocasiões eu não percebia qualquer tristexa nem lágrimas, havia apenas um amor calmo e tranquilo.
Eles eram tão complctamcntc convencidos da eternidade da vida que isso nem mesmo constituía
uma questão para eles. Eles não possuíam templos, mas neles havia uma comunhão incessante, diária e viva com todo o universo. Glorificavam a natureza, a terra, os mares c as florestas. Gostavam de compor canções c se elogiavam como crianças. Aquelas eram as canções mais simples, mas eles as invocavam do coração c cias os penetravam. E não apenas com músicas, mas parecia que cies passavam suas vidas a admirando um ao outro. Era um tipo de encantamento mútuo, completo c universal..."

F. Dostoicvsky

atividade criativa sugerida:
Tendo por inspiração o texto acima pode-se poesia, música ou uma composição plástica.
comentário para interiorização do valor
Deixo meu corpo confortável... a coluna creta... me sinto relaxado e despreocupado... c leve... Agora, começo a concentrar meus pensamentos no ponto entre as minhas sobrancelhas... visualizo um pequenino ponto de luz... brilhando paz... harmonia... esqueço meu corpo... meu papel neste palco do mundo... Agora, sou somente esta forma concentrada de energia... sou tão pequeno... e tão leve que posso voar para onde quiser... com o poder dos meus pensamentos vou canalizando... esta energia que sou além do universo físico... subindo... ultrapassando as estrelas... as nuvens... me distancio da Terra... e de todas as coisas físicas... atinjo outra dimensão além do tempo, do espaço... um mundo de lux... paz... o silêncio completo, um mundo além do movimento... meu lar original de pax... o lugar de onde eu vim... Nesta forma de um ponto de lux... como c bom... e reconfortante me sentir de volta a este espaço tão acolhedor... uma lux vermelho-dourada me envolve c me protege... Agora, visualixo um pequenino ponto de energia como eu... um ponto de lux... e me sinto atraído em sua dircção... como uma força doce e amorosa que me chama... então vou me aproximando... c raios de amor... paz... felicidade... serenidade vão me atingindo... estou completamentc preenchido... todos os desejos terminam... atinjo o estado da serenidade completa... percebo que sou paz.



Fonte: Vivendo Valores na Escola. Instituto Brahma Kumaris & Unicef. São Paulo, 1998
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